Oficina de Plantas Bioativas - módulo 1
- Cíntia Karina Elizandro
- 13 de jul. de 2017
- 2 min de leitura
Os seres humanos, assim como os outros animais, tem uma relação inerente com o reino vegetal (e demais reinos). No entanto, atualmente vive-se um momento específico de distanciamento de nossa essência, gerando um hiato entre homem e natureza, como se não fizéssemos parte deste contexto, deixando assim, de utilizar recursos imensuráveis de harmonização da nossa saúde física, emocional e mental.
O conhecimento sobre as plantas bioativas de múltiplos usos, é uma das maneiras de resgatarmos nossa sabedoria ancestral, e acessar a complexa "tecnologia natural" gerada pelos processos evolutivos gestados em nosso planeta. A proposta de nossas oficinas de plantas bioativas é promover um estudo dirigido, teórico e prático, acerca de diferentes espécies de fácil acesso e cultivo, através de pesquisa, leitura, observação, troca de experiências: construção participativa!

Nesta quinta feira ensolarada de inverno, agricultoras do município de Ermo, cadastradas no Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco - MDA, embarcaram numa excursão rumo à Timbé do Sul, na residência dos Biólogos e facilitadores da atividade: Cíntia Karina Elizandro e Édison Luiz da Silva, para participarem do primeiro módulo da oficina de plantas bioativas.

No primeiro módulo, trabalhamos com a sensibilização das participantes em relação às plantas bioativas e os diferentes papéis que representam no meio ambiente, observando espécies que para nós, humanos, são utilizadas com diferentes finalidades, como: medicinais, ornamentais, comestíveis, cosméticas, tintórias, melíferas, repelentes, inseticidas, etc.

Durante a caminhada a campo, na propriedade urbana onde pratica-se a agroecologia, foi possível observar em torno de 50 das mais de 100 plantas bioativas que vivem no local. Além disso, foi feita identificação de algumas espécies com consulta à literatura específica, de fontes variadas, bem como troca de saberes e pesquisa sobre as diferentes aplicações de muitas das espécies observadas.

Entre as plantas observadas (aqui descritas com nomes populares): açafrão-da-índia, alecrim, roseira, losna, alfavacas, pulmonária, urucum, babosas, sálvia, melissa, capim-limão, citronela, kenaf, ipê-roxo, erva-de-são-joão, maracujá-doce, manjerona, orégano, pitangueira, mil-em-ramas, ora-pró-nobis, inhame, arruda, carqueja, guiné, salsinha, bálsamo brasileiro, hortelã, juçara, sálvia-do-rio-grande, alfazema, trapoeraba, quebra-pedra, picão, cavalinha, cravo-de-defunto, girassol, anileira, etc.
Agradecemos a participação comprometida das agricultoras: Janete, Terezinha, Acioni, Caroline, Leonir, Rosa, Maria Isabel, Maria Aparecida Corrêa, Maria Aparecida Silveira, Maria Aparecida Vargas, Janete, e a presença do Roque, José Adriano e do João.
Agradecemos também à Prefeitura Municipal de Ermo que concedeu ônibus e motorista para o transporte dos participantes.
A execução dessa oficina foi contratada através da UNEAGRO/SC, para execução do Programa Nacional de Diversificação de Áreas Cultivadas em Tabaco, no Lote 11, para atender à demanda do planejamento participativo elaborado pelas famílias cadastradas no município de Ermo, cujo técnico responsável é Édison Luiz da Silva.






















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