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Alimentação Ecológica - PANC em Araranguá/SC


Promover uma alimentação ecológica, que seja saudável não apenas para o ser humano, mas para o meio ambiente e a diversidade dos sistemas produtivos, valorizando a agricultura familiar, é a base que sustenta as Oficinas de Alimentação Saudável, desenvolvidas pela Bióloga Cíntia Karina Elizandro.

No módulo 1 de Refeições Salgadas, que aconteceu no dia 10 de abril, na comunidade de Hercílio Luz, no município de Araranguá, com a participação de 14 agricultoras familiares, diversos pratos foram produzidos experimentando a utilização de produtos alternativos, como o taro (ou inhame), uma planta alimentícia não convencional (PANC), facilmente cultivável, muitas vezes ocorrendo até espontaneamente, com diversos benefícios nutricionais, cuja possibilidade de consumo é muitas vezes ignorada por aqueles que a tem em suas propriedades.

O taro ou inhame (Colocasia esculenta L.), é tradicionalmente cultivado no Brasil para alimentação de porcos, mas nem tão conhecido para alimentação humana. Durante a oficina foi preparado o leite e um achocolatado com o taro, e ainda confeccionada uma deliciosa sobremesa com essa espécie.

Durante a oficina, não apenas são realizadas preparações culinárias, mas é criado um espaço para diálogos acerca da diversificação de cultivos, conservação da agrobiodiversidade, resgate de espécies tradicionais, produção ecológica de alimentos e consumo consciente.

Utilizar alimentos produzidos num solo saudável, rico em vida, cujas plantas não foram submetidas à aplicação de venenos, é um privilégio que podemos desfrutar pela implantação e manejo de uma horta doméstica, hábito que vem sendo esquecido ou pouco valorizado. Encarando essa realidade, buscamos fomentar a introdução e enriquecimento dessas hortas.

No módulo 1 trabalhamos com diversas plantas aromáticas frescas, cujas estacas para reprodução foram distribuídas às participantes, bem como rizomas do taro.

No período da manhã, trabalhamos intensamente em equipe para produção do nosso almoço, com sobremesa e chá gelado. Durante a tarde, cheias de energia, partimos ao diálogo.

A maior satisfação na realização dessas oficinas é perceber os resultados positivos gerados, e não é possível deixar de destacar, que no café da manhã, as agricultoras que participaram das oficinas anteriores enfeitaram a mesa com seu amor: bolos e biscoitos integrais, cheios de fibras, adoçados com açúcar mascavo e muito carinho.

Agradecemos a iniciativa da UNEAGRO/SC em possibilitar a realização dessas oficinas, por meio do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco, cujo técnico que atende 80 famílias em Araranguá, Israel Moreira, vem investindo na proposta que teve ampla aceitação das famílias participantes.

Além disso, a coordenadora do projeto no Lote 11, Eliane Matias Rodrigues, também se fez presente neste encontro, prestigiando e contribuindo para essa construção coletiva do conhecimento. Gratidão.

Ao Biólogo Édison Luiz da Silva, um agradecimento especial, por sua participação ativa e constante no planejamento e execução dessas oficinas.

E em total destaque: gratidão às agricultoras que tem participado de forma constante, empenhada, criativa, responsável, permitindo a divulgação desses ideais de um mundo mais pleno, saudável e feliz!

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